| Aqui se travou uma batalha diplomática fundamental para se decidir o futuro do Brasil. Portugueses e franceses disputavam este trecho da costa brasileira de forma vigorosa, os interesses eram sólidos em ambos os países.
Os franceses, apoiados pelo seu rei Henrique II e pelos índios Tupinambás, para conquistar essas terras precisavam enfrentar o poderio militar dos portugueses; que para a época não era desprezível.
Para evitar o conflito, os portugueses convocaram, em 1653, uma dupla de bons negociadores, os Jesuítas Manoel da Nóbrega e José de Anchieta. Os dois partiram de São Vicente para a Aldeia de Iperoig, e sua missão de paz foi longa e difícil. Anchieta ficou prisioneiro durante vários meses e nesse período escreveu vários poemas, dentre elas o célebre "Poema à Virgem" nas areias da Praia do Cruzeiro. Enquanto Manoel da Nóbrega voltava à Aldeia de São Vicente para concluir o Tratado da Paz de Iperoig, o primeiro tratado de Paz das Américas.
Finalmente em setembro de 1563 foi assinado o tratado de paz que para algumas tribos significou a sua aniquilação.
Os franceses são derrotados e expulsos. Pacificados os índios, vieram os colonizadores, entre eles Jordão Homem da Costa, um nobre português das Ilhas dos Açores, o fundador de Ubatuba, que chegou ao Brasil no inicio do Século XVII, começando o povoado. Com a missão de povoar e proteger o local, mais tarde outros portugueses também receberam terras nesta região.
O caminho da essência
Foi à beira dos rios, lagos e cachoeiras que as vilas e cidades se formaram, e é onde as civilizações se aglomeram ainda hoje. A água que para tudo em nossa vida é indispensável, afinal onde existe água, existe possibilidade de vida, não poderia ficar à parte, para as limpezas energéticas.
Tomar banho nos rios e nas cachoeiras é uma prática antiga em muitos segmentos sociais desde sua formação, não só para matar o calor ou por higiene pessoal, mas em nossas origens religiosas encontramos sempre algo relacionado à água e a sua ação purificadora no nível espiritual; muitas religiões têm por tradição o uso da água em algumas cerimônias e rituais.
A idéia de que a água da cachoeira limpa e recupera nossas forças físicas, levando o cansaço embora, revitalizando o que em nós encontrava-se estagnado dando um verdadeiro choque térmico em nosso corpo e mente.
A essência
Todas as pessoas que tomam um banho de cachoeira são unânimes em dizer que as águas das cachoeiras além de limpar o corpo, também lavam e enche de vigor e disposição nossa alma.
Podem-se ouvir sempre as mesmas expressões dos banhistas, a respeito de como são frias as águas, mas que ter a sensação de estar "com a alma lavada", supera tudo.
Ouvimos as pessoas falarem algo como: - A água gelada de uma cachoeira pode nos revitalizar, acordar, dar-nos disposição, renovar as energias, nos dar vitalidade e levar embora nosso cansaço.
A água da cachoeira ao caírem sobre nosso chakra coronariano o deixa aberto para conectar com o cosmos. Limpando a mente e abrindo espaços para que os pensamentos possam fluir com mais clareza e com maior concentração.
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