| Em 1835, chega ao Arquipélago o naturalista Charles Darwin, pioneiro em mostrar a enorme importância das ilhas para o mundo cientifico. As observações e dados colhidos em sua visita lhe serviram para formular a teoria evolucionista que esta no seu livro "A Origem das Espécies", publicado em 1859.
O Arquipélago de Colón ou Ilhas Galápagos está constituído de um numeroso grupo de ilhas espalhadas ao norte e ao sul da Linha Equatorial. Localiza-se na costa oeste do Oceano Pacífico e dista cerca de mil quilômetros do Equador. Está formado por 13 ilhas maiores, 6 menores e 42 ilhotas. A elevação máxima do Arquipélago é o vulcão Wolf com 1.707 metros acima do nível do mar. Estas ilhas são cumes de cones vulcânicos.
As partes baixas das ilhas menores geralmente são secas e desérticas, porém algumas apresentam, na parte alta, áreas úmidas com uma vegetação densa. Outras possuem várias crateras (nos cumes) e penhascos feitos de lava derretida que escorreu para o mar. Tudo isto diversifica muito a sua topografia. O descobridor do Arquipélago, um cura espanhol, ao caminhar pelas Ilhas pela primeira vez disse "Aqui Deus fez chover pedras", tal a escassez de vegetação em algumas delas.
O Sr. Darwin descreve em 1871, uma hedionda criatura, que habitava nas ilhas Galápagos, com a ajuda do Mr.Bell; que descreve o iguana marinho, como sendo de cor preta e suja, muito vagarosa nos movimentos em terra, porém quando estes lagartos têm um perfeito desembaraço, e que vivem ao sol em grupos.
O caminho da essência
Hoje se sabe um pouco mais sobre o comportamento dos iguanas marinhos, seus hábitos, mas a absoluta segurança que sentem quando estão ao sol, sobre as rochas escaldantes das praias, permanece a mesma.
Seus hábitos e comportamento são fáceis de serem observados. Permanecem por longos períodos ao sol, quase que no mesmo lugar, não se afastando por mais de 1 metro quadrado do que é seu território. Mantém os olhos semicerrados, porem em estado constante de alerta. A postura física dos machos adultos dificilmente é relaxada a ponto da cabeça repousar sobre as rochas - pronto para informar ao invasor que aquele é território seu e de mais nenhum macho adulto. Seu sinal peculiar é o balançar de cabeça e o olhar fixo no invasor.
Raramente entram em combates mais agressivos, o corpo a corpo é medido pela força entre uma cabeça e outra. Posicionam-se frente a frente e se enfrentam medindo forças. Empurrar o adversário com a cabeça para fora de seu território é a meta, colocá-lo para fora do que é seu.
Quando a maré baixa o suficiente para que as menores possam ir comer as suas algas, o comportamento muda totalmente. Parecem sair de um transe coletivo e cada qual passa a escolher uma rocha com as algas mais apetitosas. No mar se podem ver os iguanas machos e grandes nadando a procura de onde mergulhar atrás de algas maiores. Retomam então à individualidade, embora retornem ou permaneçam na mesma região.
O hábito de se isolar para ir buscar alimento longe um do outro ou dentro d´água, pode bem ser uma tentativa de manter a própria identidade e contato com seu mundo interior. Mantendo-se assim ao mesmo tempo em grupo, mas com suas características individuais.
Por ser um réptil, o iguana marinho também troca de pele, isto dá a sua aparência um extra de terror. A secura da pele é pronunciada também pela não ingestão de água doce, o que torna sua pele altamente desidratada. Porém a nova pele que esta a vista tem uma aparência sadia, tanto pela coloração como pela textura. Impressiona o poder de recuperação, reposição e cicatrização da pele.
A essência
As atitudes tão peculiares desta espécie chamam a atenção, seu comportamento, sempre tenso e alerta de manterem delimitado seu território de ação, com a postura da espinha sempre ereta, as patas dianteiras em posição de ataque e os sentidos aguçados para qualquer movimento ou barulho que chegue próximo o suficiente para ameaçá-lo.
O estado de prontidão para defender seu pequeno território faz pensar nos nossos medos de perder o cargo, nossa posição; embora se trabalhe e viva em grupo, em grandes aglomerações urbanas, com amigos por perto; o terror que hoje se instala de que o outro tome o que é meu, que seja melhor do que eu, que eu deixe de ser o dono, o chefe, o líder, gerando stress e embates intelectuais, disputadas competições curriculares e pessoais, para não perder a pose e a posição.
O medo da falta, da escassez não permite o relaxar e perceber a abundancia que existe, mantendo-nos em estado de alerta e stress constante. Uma idéia radical que baseia-se na crença que não se pode fugir e não se pode deixar de brigar pelo que se julga ser nosso: trabalho, família, idéias, posturas, liderança.
Muitas vezes não nos apercebemos que relações mais calorosas, a troca de informações, o companheirismo e o ambiente de grupo, pode vir a facilitar a vida e o trabalho, nos ajudando a melhor enfrentar os problemas e a descobrir as soluções. Algumas vezes precisamos de um tempo a sós, para um mergulho em busca de alimento puro em nosso inconsciente, para novamente irmos de encontro ao grupo e às trocas necessárias quando vivemos em sociedade.
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