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KILLIFISH



Dados geográficos e bio-socio-culturais

O Parque dos Lençóis Maranhenses, situa-se no litoral oriental do Maranhão ­ região nordeste do Brasil, envolvendo quatro municípios - Humberto de Campos, Primeira Cruz, Santo Amaro e Barreirinhas, sendo esta o portão principal, a entrada de uma fantástica beleza natural.

"Não existe nada comparável aos fascinantes Lençóis Maranhenses", algum jornalista apaixonado se referiu desta forma para esta região.


Os Lençóis Maranhenses assemelham-se a um grande deserto, se não chovesse aqui 300 vezes mais do que no Saara africano. São estas águas que, aprisionadas entre as dunas, formam verdadeiros oásis tropicais, paradas obrigatórias para quem caminha nas dunas. Algumas lagoas chegam até a ter peixes. São as águas pluviais que formam as lagoas que se espalham em praticamente toda a área do parque, isso nós dá uma paisagem inigualável, e é um raro fenômeno geológico formado ao longo de milhares de anos através da mais pura ação ou capricho da natureza.

Para se ter uma idéia melhor o bom mesmo é se propor sobrevoar os Lençóis Maranhenses com um aviãozinho de cinco lugares, podemos ver dunas a perder de vista, o cenário é dominado por dunas e lagoas de água doce. As grandes formações de areia alcançam até 40 m de altura e são geradas pela ação dos ventos que impiedosa e constantemente sopram do mar. Os avanços do continente adentram 50 km e por aproximadamente 70 km estendem-se as praias ainda desertas, por alguns bons motivos - um dos que pude constatar é que, a costa litorânea do Maranhão é de mar bravo, e suas praias são castigadas por fortes correntes, o que deixa qualquer banhista "esperto ou aflito" com as ondas fortes e a maré que nos arrasta, para além mar.

Atins e Mandacaru são as comunidades maiores da região ­ sendo que a de Mandacaru é uma pequena vila de pescadores onde a maior atração é um farol de 54 metros de altura, deste ponto temos um visual do parque, que em dias claros é possível ver a foz do rio dentro do mar.

A escola prepara as crianças como guias turísticos, que nos acompanham e contam tudo sobre o lugar, falam do farol, e sua serventia para a navegação nas águas agitadas da costa do Maranhão. Contam também que o Parque Nacional­ possui 155 mil hectares da mais bela natureza. E de curiosidades como os "peixinhos que vem do céu", ou os "peixes das nuvens", vulgarmente chamados assim pelos maranhenses que por não saberem como é possível num local que estava seco se encher de peixes logo depois de alguns dias de chuva, os nativos acreditam que os peixes caem do céu nas gotas de chuva e claro, existem vários depoimentos e testemunhos deste folclore pela região.

O caminho da essência

Ao ler pela primeira vez sobre o Killifish, pensei não só em solidão, isolamento, depressão, mas principalmente no ciclo de vida e morte, que este pequeno peixe trás em si, e no quanto este peixe temporário tem a nos ensinar sobre estas coisas.

Esta força que ultrapassa o ego, que vai além da idéia da sobrevivência de si mesmo, como o caminho a seguir, e que o torna melhor a cada nova geração só para garantir que a sua espécie poderá ultrapassar a barreira do tempo que lhes é dada.

Esta consciência de que viver é cíclico. A certeza de estar no mundo e não pertencer a ele, mas sim fazer parte dele, viver nele por um momento e principalmente deixar aqui na Terra as suas melhores qualidades e vigorosamente estar aqui. Ser presente sem se importar pelo pouco tempo, pelo curto período das chuvas de inverno e das águas represadas entre as inúmeras dunas dos Lençóis Maranhenses. Isto tudo me deixou intrigada e me fez começar uma pesquisa.

Tudo parece estar contra este peixinho de não mais de sete centímetros; a época da seca é sempre por tempo indeterminado, o vento que vem do mar a todos castiga e lentamente vai soterrando as lagoas, o sol que acelera a evaporação dos lagos e das pequenas poças, mas mesmo assim a intenção dos bravos e guerreiros "peixes temporários" é mantida, a toda prova: - "Viver e acreditar na vida". Acreditar que para tudo e para todos existe um tempo certo de esperar e um tempo certo para crescer, para dar certo!

O aprendizado que podemos ter deste peixe é a certeza na nossa capacidade de renovação, de reinicio, de vida nova, que estar em contato com o que existe dentro de nós nem sempre é pesado ou ruim. Pelo contrario, pode ser maravilhoso, estar crescendo, estar mudando, estar se melhorando.

Quando tudo parece destruído a nossa volta, quando pouco parece sobrar de nós, quando estamos a deriva, sozinhos, isolados, descobrir que não existe vazio, mas sim vida e potencialidade; e na solidão e no silêncio de quem aguarda o nascer do sol, ver por fim o dia raiar, a vida brotar, o seu próprio ovo eclodir.

A Essência Vibracional do Killifish, trás em si esta proposta, acreditar em nossa força interior de crescimento pessoal, acreditar mais na vida que nas impossibilidades aparentes do mundo exterior. Poder entrar em contato com nosso mundo interno enquanto aguardamos as melhores oportunidades aparecerem no mundo externo. Uma Essência Vibracional para nos ligar na força que existe dentro de nós, uma essência que ajudará cada qual a encontrar no seu silêncio e no seu próprio escuro o melhor de si.

Foram os aquaristas que mais me ajudaram, atendendo um apelo colocado em um site de "peixes", enviaram pela Internet boletins, artigos e sites próprios. No site www.killihouse.com , pude apurar a existência destes peixes por quase todo o planeta. Em um dos boletins enviados encontrei este esquema, que demonstra exatamente o processo das chuvas e secas, no artigo do Sr. Dalton Nielsen.







O primeiro esclarecimento é sobre o nome deste peixe, a palavra killifish não tem sua origem na língua inglesa, este prefixo Kill tem origem holandesa, e seu significado é poça, ou canal. A tradução correta para killifish é: - "Peixes de Canal, ou Peixes das Poças"

Foi neste artigo que também encontrei o nome e a explicação científica para o comportamento de enterrar os ovos, na areia, no substrato dos mangues ou lagoas. A Diapausa, estes maravilhosos e pequeninos peixes são o único grupo de peixes que seus ovos podem permanecer secos, esta possibilidade de secar os ovos se deve a sua magistral adaptação ao seu habitat natural, as poças de águas e lagoas temporárias formadas pelas chuvas.

O Killifish, percebe a mudança no período da seca, à medida que o nível de água baixa, a pressão diminui e existe um aumento considerável na ação de vários sais dissolvidos nesta água das poças, percebem enfim que o ciclo esta no final.

Desta percepção do mundo externo, os killifishes efetuam a postura dos ovos enterrando-os no substrato do fundo da poça, passado algum tempo estes ficarão totalmente secos. Com toda a inconstância do clima, estes peixes têm um processo de desenvolvimento de seus ovos muito acelerado.

Outra adaptação desta espécie ao ambiente foi a evolução em relação aos ovos; estes têm a casca mais dura, mais resistente, isto possibilita um desenvolvimento interno do ovo mais completo com três fases evolutivas; a este processo chamamos de Diapausa.

Na primeira fase ou período pré-embrionário ocorre a expansão celular, o segundo estágio estará completo quando a espinha dorsal os intestinos e o coração estiverem formados. A ultima etapa estará finalizada quando o embrião estiver totalmente formado. Depois disso permanecerá em um estado suspensão quase que total até que a condição externa necessária para a quebra da casca do ovo aconteça.

São vários os fatores externos que possibilitam a ocorrência da Diapausa, tudo isso e muito mais pode ser lido nos boletins existentes no site da killihouse.



A essência

Graças à ciência, a pesquisa e mais que nada a observação rigorosa destes fatos é que puderam explicar como acontece este fenômeno: - o casal de peixe se enterra no substrato da poça e então ocorre a desova. No período de estiagem, quando as pequenas reservas de água secam, os peixes morrem, mas já se certificaram da sobrevivência de sua espécie ao enterrarem no substrato das poças, ou areia os seus ovos. Esta é a estratégia reprodutiva que garante a próxima geração e a vida.

Enquanto as chuvas não vêm estes pequenos peixes ovíparos continuam no estado "diapausa" ; é um estado no qual o embrião permanece com suas atividades biológicas aparentemente paralisadas; o que o leva a isto , são as condições pouco ou nada favoráveis para o seu desenvolvimento, no mundo exterior.

Foi justamente esta quase que total paralisia que me chamou atenção, pensei muito sobre como ficamos paralisados quando estamos em situações especificas da vida. Momentos em que tudo pára, em que tudo parece estar fora do compasso de tempo e espaço dos outros, ou mesmo do mundo. Quando pensamos que a vida esta andando para trás para nós, e para frente a todos os demais.

A Essência Vibracional dos Peixes Temporários, mostrará que embora as idéias pareçam estar em câmara lenta, às ações de enroscando nas necessidades praticas e a energia vital na reserva. Estamos vivos e nem sempre estamos com depressão, são momentos de revisão na vida, no modo de viver, que nos faz parar para uma analise, e este mergulho profundo na alma nos deixa pesados, sem muito movimento.

Como o Killifish, ficamos vivos, permanecemos com todas as nossas funções vitais, elas se mantém conservadas, mas em velocidade mínima, "aparentemente", apenas para tentar sobreviver à dor, a depressão, a solidão, a introspecção. A vida em todo seu potencial continua latente, queremos viver, queremos sorrir novamente, ter esperanças, voltar para o mundo.

Pensamos muito mal de nós mesmos, nos momentos em que não conseguimos produzir; aprendemos desde de cedo que produzir é estar bem, quem não esta fazendo alguma coisa ou esta doente ou é preguiçoso, indolente, e nunca paramos para analisar e refazer este conceito de uma sociedade ansiosa por produção em serie.

Crescer é artesanal. Leva tempo, para alguns mais que para outros, são as nossas divinas diferenças, nossa velocidade própria que irá impor nossa marca no mundo. Podemos aprender sobre nós mesmos nestes momentos de diapausa humanos, se entendermos nosso processo de crescimento.

Vibracionalmente esta Essência apoiará este movimento interno, para reavaliar a vida em todo seu contexto. Permitirá que a percepção do mundo continue existindo, assim quando "a hora da virada chegar" possamos realmente segurá-la com as duas mãos. Sem medo de olhar e viver internamente, esta essência irá reavaliar nossa potencialidade para que no momento certo possamos agir, realizar nosso potencial no mundo.

Reflexões

Estou pronto para ‘agarrar’ as oportunidades.

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Indicações de uso

Capacidade de renovação - Mudança
Aceitar a espera e reconhecer o momento para agir - a hora certa para realizar-se.
Percepção das oportunidades no mundo.
Depressão como um momento de refletir e entender-se.
Silenciar - aquietar a mente -
Estar só, e estar bem
Conscientização do papel a ser desempenhado na vida.
Para momentos de reflexão.
Quietude e calma - na mente e no espírito.
Dificuldade em viver sozinho - em estar consigo mesmo.
Agitação por medo de estar só.
Hiperatividade - dificuldade de concentração.
Extrovertidos em demasia- necessidade de interiorização.
Dificuldade em encontrar a si próprio.

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