| Em 1936 as ilhas se tornam o primeiro Parque Nacional Equatoriano, e em 1959 o governo equatoriano complementou a lei delimitando as áreas já ocupadas por colonos, o que impede o seu crescimento demográfico e o avanço da população para a área do parque.
O propósito que motivou a criação do Parque Nacional Galápagos, foi a "preservação em estado natural". Este ato de conservação tem significado histórico porque estabelece a esperança para que os próximos descendentes tenham oportunidade de estudar esta área de interesse científico e de apreciar as belezas do Arquipélago.
Cem anos após "A Origem das Espécies", ser publicada em 1959 criou-se a Fundação Charles Darwin sob os auspícios da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) e a UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza e seus Recursos). Esta fundação dedica-se ao estudo dos recursos naturais das ilhas, na Estação inaugurada em 1964, na Ilha de Santa Cruz, lá estão instalados laboratórios, oficinas, dormitórios de estagiários e voluntários, biblioteca, sala de exposições e conferências.
O objetivo que inspira a Estação é a investigação cientifica das ilhas, especialmente com vistas à conservação dos ecossistemas únicos em seu estado natural. Assim como a criação e proteção das espécies endêmicas, tais como as 15 espécies de tartarugas pertencentes a uma só espécie: "Geocelone Elephantopus", cujo casco dos animais que habitam as ilhas mais áridas, com escassa vegetação baixa, tem a forma de uma sela de montaria espanhola (Galápagos), que pelo grande número de animais existentes na época acabou cedendo seu nome ao arquipélago.
O caminho da essência
Esta essência vibracional nasceu de uma questão levantada, pelo tarô de Jung, na carta do Eremita. A imagem do tempo e de suas limitações: nada além e nada se mantém inalterado indefinidamente. Isto é um tanto obvio, porém, a despeito desta singeleza é um fato que nos traz angustia e dor durante nosso processo de aprendizado.
Estar na Ilha de Puerto Aiora e conhecer "Alone George" foi entrar em contato com este mundo, atemporal e simples.
Se existe um animal que sabe o que Deus quer dele aqui na terra, este animal são as Galápagos - Tartarugas Gigantes. Esta é a impressão mais marcante que este animal nos passa, quando permanecemos ao seu lado por algum tempo.
Sabe que a tranqüilidade é a melhor forma de se viver bem e apesar de ter presenciado muitas mudanças no planeta, pela avançada idade que estas espécies de tartarugas alcançam, (mais de 150 anos), possuem a serenidade de quem sabe que o sol nasce todos os dias, mesmo quando esta chovendo.
É um animal que esta completo, e ser completo não significa estar além das tempestades, mas em paz e equilíbrio, mesmo dentro delas. Nada parece ser suficientemente grande para perturbá-las, sejam as pedras do trajeto escolhido, a impossibilidade de alcançar o galho, a temperatura acima de 30°C a falta de sombra, ter que carregar o enorme corpo até a fonte d´água mais próxima, os inúmeros visitantes diários, nada as tira de sua plenitude e paz.
Ocupa seu espaço na totalidade, dentro e fora de sua carapaça, lentamente vai atrás daquilo que procura e encontra. A adaptabilidade corporal faz parte da teoria evolucionista do Sr. Darwin, além da adaptação às condições de vida que dispõe, naquele lugar e naquele tempo é perfeita. Levando uma vida absolutamente espartana, tudo que precisa é tudo que tem, e tudo que tem é tudo que precisa ter. Nada mais.
É meticuloso o olhar destas tartarugas gigantes, é o olhar de um observador nato, e mesmo com toda dificuldade vai se posicionando delicada, mas decididamente até alcançar seu objetivo. Nada a detém em sua busca.
Sendo o animal mais velho da terra, as tartarugas gigantes de Galápagos, nos ajudam a trabalhar o tempo, o envelhecimento e a sabedoria advinda dele. Ajuda no trabalho da individuação do ser, aquele que sem medo pode olhar para si e se conectar com suas raízes mais profundas e divinas, seu Eu Superior. Faz a ligação direta com tudo que existe de NÓS no Universo e do Universo em NÓS.
Superar as dificuldades da própria passagem do tempo e das mudanças sofridas dentro e fora de nós, como administrar o tempo aqui na terra, nos ciclos de vida que independem de nós para acontecerem.
É o representante legítimo da suprema dádiva: a paciência. Algo que não se conquista em batalhas, mas com o domínio dos impulsos do ego, do "eu quero assim", pela aceitação de que esta passagem pelo tempo traz recompensas.
Parece-nos cada vez mais difícil aceitar o caminho solitário para a autocompreensão. A Arte da Individuação, de nos tornarmos o nosso único eu, é (como o nome o implica) uma experiência intensamente pessoal e por vezes uma experiência solitária. Este duro reconhecimento poderá ser facilitado se pudermos nos afastar do universo social por alguns breves períodos e aprender a receber com agrado e satisfação a solidão.
A essência vibracional das Tartarugas Gigantes de Galápagos ajudará as pessoas que sentem mais dificuldade para aquietar a mente, a ponderarem sobre a vida e seus propósitos, aqui e agora.
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